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  • Em busca da felicidade

Em busca da felicidade

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Título: Em busca da felicidade
Autor: Deidimar Alves Brissi
Gênero: Poesia
Número de páginas: 64

Ano: 2013

ISBN: 978-85-909068-3-4
 
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RAPUNZEL

 

Se Rapunzel fosse uma menina moderna

E morasse em um prédio em São Paulo

— Quinto andar! —

Ela teria de usar uma grande dose

— Superdose! —

De tônico capilar!

 

 

O PARDAL

 

Um dia eu desenhei um pardal.

Ele ficou tão bonito

Que saiu voando alegre

E foi morar no meu quintal!

 

 

CAMINHOS

 

Uma dúvida me atormenta

E não sei o que vou fazer.

Não sei se vou para o oriente

Encontrar o amanhecer,

Ou se vou atrás do Sol,

Ver aonde vai se esconder!

 

 

DESCUIDO

 

De tanto lidar com os brutos

Muitos vão embrutecendo.

Até que um dia a pessoa é mais um bruto,

Fazendo onda na dureza do mundo rude.

 

 

O AMOR É ASSIM...

 

O amor é assim... simples e inexplicável!

Incompreensível para quem não o conhece.

Verdadeiro, infinito e irresponsável,

Mas, essencial a cada dia que amanhece!

 

O amor é assim... força que nunca desiste

Indestrutível, amigo, ilógico e terno

Paz e felicidade perfeita que existe

Puro e indispensável, franco e eterno!

 

O amor é assim... irresistível e belo

Inesquecível, continua, nunca diz adeus

Se você compartilha deste sagrado elo

Aproxima-se e entende o amor de Deus

 

 

DISTORÇÃO

 

Coisas que podem fazer as pessoas

Não enxergarem você e enxergarem

Algo ilusório e sem importância:

Beleza, fama, dinheiro, cargo...

 

 

 

EXALTAÇÃO AO SONETO

 

O mundo tem pressa, por isto os textos estão diminuindo.

As músicas estão ficando rápidas, para não pensar e ouvir.

Palavras esquecidas estão entrando em extinção, sumindo.

Relações têm pressa, superficializadas como melhor convir.

 

O mundo está cheio de escritores que insultam a palavra.

Já não querem mais escrever, apagar, esperar e corrigir.

Já não querem mais garimpar o verbo e o burilar na lavra.

Escreve-se hoje e publica-se agora, sem tempo para sentir.

 

Já não importa a palavra, o alexandrino e a concordância.

Diz que é moderno e improvisa-se de qualquer mau jeito.

Dizem que são intelectuais... e quem ainda pensa, obsoleto!

 

E enquanto ainda no mundo domina os brutos e a ignorância,

Nós aqui, que amamos a palavra bem cuidada, com respeito,

Saldamos o amigo quase fossilizado e esquecido, o soneto!

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